Informações da Área de Alimentação e Nutrição

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As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta.

Óleo de Coco
  O conceito de “antigordura” reinou por cerca de 50 anos, período em que os óleos vegetais industrializados foram valorizados em detrimento os óleos tropicais saudáveis. Esta conduta contribuiu para o aumento das doenças cardiovasculares e obesidade nestas populações. No entanto, atualmente, pesquisas têm demonstrado que alguns óleos apresentam propriedades funcionais.

Extraído da parte branca e gordurosa do coco, o óleo de coco apresenta diversas propriedades nutricionais. O óleo de coco é um alimento que consiste de gordura saturada, das quais cerca de metade são triglicerídeos de cadeia média (TCM), que são metabolizados rapidamente no fígado, transformando-se em energia, não sendo depositados nos tecidos adiposos na forma de gordura, ou seja, podem contribuir com uma ação termogênica (acelerando a perda de gordura).

Cerca de metade do ácido graxo de cadeia média presente no óleo de coco é o ácido láurico. Ao chegar ao intestino o ácido láurico sofre ação da enzima lípase e se transforma em monolaurina que apresenta ação antimicrobiana, antiviral e antiprotozoária. Além disso, o ácido láurico também contribui para melhorar a capacidade imunológica do organismo, age como antiinflamatório, antioxidante, pode contribuir para prevenção de obesidade e redução de gordura abdominal.

Pesquisas têm mostrado que o óleo de coco pode contribuir para o melhor funcionamento do HDL colesterol, aumentar a resposta imunológica contra diversos micro-organismos, além de agir no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Outro ácido graxo que merece destaque no óleo de coco é o ácido cáprico (7% do óleo de coco). No organismo é transformado em monocaprina que apresenta importante ação antimicrobiana.

No entanto, vale um alerta, o óleo de coco age como coadjuvante em dietas de emagrecimento, ou seja, contribui para a perda de peso em uma dieta saudável. Tal fato foi evidenciado em estudo apresentada no VI Congresso Internacional de Nutrição Clínica Funcional em 2010, em que o efeito positivo do óleo de coco foi destaque, principalmente quando associado a dietas balanceadas já o mesmo não foi verificado quando o óleo de coco foi adicionado à dieta de desequilibrada de ratos (dieta de cafeteria).

O fruto do coqueiro é chamado de coco da baia, cujo nome científico é Cocos nucifera. O coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa, ou seja, é um tipo de fruto carnoso com apenas uma semente. A casca ou mesocarpo é a película fibrosa de cor mais escura que envolve o “caroço” (endocarpo lenhoso). Este endocarpo apresenta três poros de germinação visíveis na superfície exterior.

Do coco seco são extraídos diversos produtos: leite de coco, coco ralado, óleo de coco, água de coco e também a farinha de coco.

Alimentos Funcionais e Nutrição Funcional
  Os Alimentos Funcionais são aqueles que além de fornecer nutrientes apresentam compostos bioativos capazes de prevenir ou tratar doenças. No entanto, o alimento que para uma pessoa pode ser benéfico para outra pode causar doença. Sendo assim, a Nutrição Funcional tem como objetivo utilizar a ciência dos nutrientes respeitando as características individuais de cada pessoa. Ou seja, não adianta utilizar os “alimentos da moda”, mas é preciso avaliar todos os sinais, sintomas, características individuais, carências ou excessos de nutrientes a fim de traçar estratégias para que possam ser corrigidos os desequilíbrios orgânicos apresentados.

A Nutrição Funcional considera o paciente como um todo. Ou seja, não trata somente a doença, como por exemplo: o colesterol elevado de um paciente, mas objetiva equilibrar o metabolismo do indivíduo para que o colesterol sanguíneo alcance o padrão de normalidade. E, para isso são rastreadas características genéticas, bioquímicas e metabólicas a fim de determinar quais alimentos funcionam melhor para cada pessoa.

Além disso, é importante lembrar que mudanças no estilo de vida, o que inclui a adoção de hábitos alimentares saudáveis, são capazes de prevenir ou tratar doenças. E, não apenas a inclusão de um determinado alimento. Por isso, não busque “alimentos milagrosos”, mas procure adotar um estilo de vida mais saudável.

Comece pelas seguintes dicas:

1. Mastigue bem os alimentos. Lembre-se, a digestão começa pela boca. E, como o estômago não tem dentes a mastigação tem como objetivo principal facilitar o trabalho do estômago;
2. Não fique períodos prolongados em jejum;
3. Não tome líquidos durante as refeições, pois dificulta a digestão. Tome 30 minutos antes ou 1 hora depois;
4. Hidrate-se bem;
5. Prefira alimentos integrais ricos em fibras;
6. No Rótulo dos Alimentos observe a Lista de Ingredientes. Nela os alimentos são distribuídos em ordem decrescente, ou seja, o primeiro da lista é o que se apresenta em maior quantidade;
7. Evite alimentos industrializados, adicionados de aditivos artificiais (corantes, conservantes, aromatizantes, acidulantes). Prefira alimentos naturais, vivos e energizantes, naturalmente ricos em fitoquímicos e com ação detoxificante;

Sucos e Saúde
  Qual a importância da ingestão de sucos para uma alimentação saudável?
A ingestão de sucos seja no café da manhã ou no lanche da tarde é uma ótima alternativa para quem deseja adotar uma alimentação saudável. Principalmente, quando os sucos incluem folhas verdes escuras, já que a maioria das pessoas não tem o hábito de consumi-las, ainda mais cruas. As verduras de folhas verdes escuras favorecem a detoxificação e são ricas em magnésio, nutriente que participa de mais de 300 reações enzimáticas no organismo sendo importante para controlar entre outros sintomas a TPM e as dores de cabeça. O benefício dos sucos está em oferecer ao organismo nutrientes e substâncias antioxidantes, detoxificantes e antiinflamatórias fundamentais para o equilíbrio das funções orgânicas do indivíduo. Vale lembrar que a obesidade é uma doença carencial em que faltam nutrientes para que a gordura seja utilizada como fonte de energia e não estocada. Ou seja, nutrir-se é fundamental! Faça combinações! Ao invés do tradicional café com leite pela manhã consuma um suco que fornecerá nutrientes para iniciar as funções diárias de forma mais saudável e equilibrada.

Como os sucos podem ser consumidos e como incrementa-los para auxiliar no emagrecimento?
Os sucos podem ser utilizados com o objetivo de oferecer nutrientes essenciais para equilibrar as funções do organismo e com isso melhorar as principais queixas. Utilize frutas mais doces combinadas com aquelas que não são tão doces, com isso você irá saborear apenas o açúcar das frutas sem adicionar açúcar refinado. Utilize também a água de coco, pois além de ser levemente adocicada é rica em minerais que favorecem a hidratação e diminuem a retenção de líquidos. Para reduzir o índice glicêmico (velocidade com que a glicose do alimento chega ao sangue) de alguns sucos e também contribuir para a redução da gordura abdominal adicione o óleo de coco extra virgem.

Quais as formas de consumo existentes e quais as vantagens e desvantagens que eles representam em uma dieta?
A fruta in natura é sempre a melhor opção. No caso das polpas, reserve para aquelas que estão fora de época ou que são difíceis de encontrar como acerola, por exemplo. Evite os industrializados, que além do excesso de açúcar são ricos em aditivos e conservantes prejudiciais ao equilíbrio orgânico.

É possível trocar refeições por sucos sem prejudicar a boa alimentação? Beber sucos no jantar é uma dica de várias celebridades para perder peso. Isso realmente funciona?
Dietas restritivas ou com grandes privações alimentares além de serem prejudiciais a saúde, são as principais responsáveis efeito sanfona. Por isso, não substitua as refeições principais (almoço e jantar) por sucos, mas os inclua na sua rotina diária. Períodos prolongados em jejum ou uma alimentação deficiente resulta em quebra de proteínas diminuindo a massa magra, e a baixa quantidade de músculo dificulta a perda de peso. Sendo assim, embora o jantar deva ser mais leve que o almoço, mas deve ser somente um suco ou algum tipo de lanche rico em gordura e carboidrato refinado.

Qual a quantidade ideal de sucos que podem ser ingeridos em um dia? Beber sucos durantes as refeições é prejudicial à dieta? Por que?
Não existe uma quantidade ideal de ingestão de sucos, pois dependerá de vários fatores que deverão ser avaliados individualmente pelo nutricionista. Mas, já para a ingestão de água existe consenso: no mínimo 1 ½ litro a 2 litros por dia. Embora a ingestão de líquidos deva ser distribuída ao longo do dia, deve-se evitar que seja feita durante as refeições. O estômago é um órgão em que se encontram substâncias responsáveis pela digestão dos alimentos, quando o líquido é consumido durante as refeições ou logo após, além de atrapalhar a digestão e fazer com que o alimento fique mais tempo no estômago ainda dificultará a absorção dos nutrientes. Ou seja, poderá contribuir a problemas digestivos e distensão abdominal. Por isso, caso já ingerir algum líquido tome 30 minutos antes ou espere 1 hora após as refeições.

Receita

Suco Verde
Ingredientes:
1 copo de água de coco
½ maçã
1 folha de couve picada
1 colher (sopa) de óleo de coco

Modo de preparo:
No liquidificador bata a água de coco, a maçã e a couve até obter uma mistura homogênea. Coe e adicione o óleo de coco. Sirva gelado.

Receita elaborada pela Nutricionista Erika Almeida
www.acaonutri.com
nutricionista.erikaalmeida@gmail.com

Volta as Aulas
  Estudos têm mostrado que crianças que estudam no período da manhã e chegam à escola sem sua primeira refeição, ou por falta de alguém que a prepare ou por falta de estímulos de um adulto, têm maior dificuldades em atividades que exigem concentração do que aqueles que fazem o desjejum antes de sair de casa. Ao avançar da manhã, mesmo as crianças que fazem o desjejum antes de sair de casa, começam a sentir fome, o que as distrai de suas atividades. Por isso, é fundamental a qualidade do lanche tanto o enviado pelos pais como também o servido na escola, já que um aluno bem nutrido aprende melhor e conseqüentemente será mais saudável.

Além da variedade, é importante incluir na alimentação diária alimentos funcionais, pois eles possuem substâncias responsáveis por prevenir ou tratar doenças. No entanto, nenhum alimento, seja ele funcional ou não, possui a capacidade de garantir a boa saúde, outros fatores são determinantes como: genética, estilo de vida, mastigação correta, hidratação, alimentação equilibrada, boas práticas de higiene e saúde intestinal.

LANCHEIRA: O QUE LEVAR?


- Vivemos a geração dos saquinhos, caixinhas etc... tal praticidade pode, em um futuro próximo, comprometer a saúde das crianças. Pesquisas têm mostrado que alimentos ricos em conservantes, corantes e aditivos químicos estão relacionados a problemas como hiperatividade e alergias. Além disso, estes produtos são ricos em açúcar e pobres em nutrientes, o que resultará não só em carências como pode contribuir para obesidade entre outras doenças. Mas, então o que fazer? Sem dúvida a melhor escolha é pelos alimentos naturais, mas quando isto não é possível leia a lista de ingredientes e compare. Dica: Quanto mais nomes complicados, mais apresenta produtos químicos!
- Prefira alimentos naturais, vivos e energizantes, naturalmente ricos em fitoquímicos e com ação detoxificante.
- A criança é espelho dos pais. Por isso, não o force a fazer aquilo que você não tem o hábito. Consumindo uma dieta variada rica em frutas, verduras e legumes seu filho se sentirá estimulado a consumir também! Estudos mostram que bebes em aleitamento materno cujas mães consumiam uma dieta variada em verduras e legumes aceitavam melhor estes alimentos durante a introdução dos mesmos. Ou seja, seu filho precisa aprender a se alimentar desde os primeiros dias de vida, ou melhor, desde a gestação!
- Variedade! É uma das primeiras regras da Nutrição. Por isso, explore a diversidade de alimentos. Raízes são ótimas opções: mandioca cozida, batata doce assada. Crianças adoram milho cozido! Pense nisso!
- Dedique-se nestes primeiros anos, pois serão fundamentais não apenas para a formação de bons hábitos alimentares, mas também para a prevenção de doenças crônicas não degenerativas. Estudo recente intitulado Nutri-Brasil Infância, pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa em parceria com instituição privada indicaram uma prevalência de excesso de peso em menores de 5 anos: 22% apresentam sobrepeso e 6% já encontram-se em obesidade.
- A escola também apresenta papel fundamental. Converse com a direção sobre a adoção de hábitos alimentares saudáveis!

Farinha de Coco e seus benefícios
  O fruto do coqueiro é chamado de coco da baia, cujo nome científico é Cocos nucifera. O coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa, ou seja, é um tipo de fruto carnoso com apenas uma semente. A casca ou mesocarpo é a película fibrosa de cor mais escura que envolve o “caroço” (endocarpo lenhoso). Este endocarpo apresenta três poros de germinação visíveis na superfície exterior.

Da polpa, parte interna branca e gordurosa, são extraídos diversos produtos, entre eles: o leite de coco, o coco ralado e o óleo de coco. Este último tem merecido destaque devido suas propriedades nutricionais.

Pesquisas têm mostrado que o óleo de coco pode contribuir para o aumento do HDL colesterol, aumentar a resposta imunológica contra diversos micro-organismos, além de agir no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Cerca de metade do ácido graxo de cadeia média presente no óleo de coco é o ácido láurico. Ao chegar ao intestino o ácido láurico sofre ação da enzima lípase e se transforma em monolaurina que apresenta ação antimicrobiana, antiviral e antiprotozoária. Além disso, o ácido láurico também contribui para melhorar a capacidade imunológica do organismo, age como antiinflamatório, antioxidante, pode contribuir para prevenção de obesidade e redução de gordura abdominal.

Outro ácido graxo que merece destaque no óleo de coco é o ácido cáprico (7% do óleo de coco). No organismo é transformado em monocaprina que apresenta importante ação antimicrobiana.

O mais novo produto é a Farinha de Coco. Produzida a partir da casca ou mesocarpo em conjunto com a polpa branca. Devido a casca ser uma película fibrosa apresenta alto teor de fibras, são cerca de 2,5g de fibra para cada 10g. Valor maior do que a maioria dos pães integrais que apresentam cerca de 3,0g de fibras para cada 2 fatias. Por ser um alimento rico em fibras, a farinha de coco pode contribuir em casos de obstipação e no equilíbrio da microbiota intestinal, e ainda auxiliar no controle da glicose e do colesterol.

Além de fonte de fibras, a Farinha de Coco, apresenta cerca de 17% de ácido láurico e 1,5% de ácido cáprico. Ou seja, embora em menor quantidade quando comparada ao óleo de coco, a farinha de coco também pode contribuir com ação antimicrobiana, antiviral e antiprotozoária.

Por ser um alimento sem glúten, a farinha de coco pode ser utilizada por portadores de doença celíaca bem como pelos intolerantes ao glúten. Devido ao seu teor de umidade, a farinha de coco confere maciez e leveza às massas, sendo um ótimo ingrediente para o preparo de pães, bolos, biscoitos e tortas, inclusive para enfarinhar assadeiras contribuindo para uma leve crocância. De fácil aceitação e devido à atuação na melhora do sistema imunológico pode ser uma excelente alternativa para enriquecer a alimentação de algumas populações de risco: como crianças e idosos.

Tanto no uso doméstico como industrial a farinha de coco além de uma alternativa para produtos sem glúten contribui para agregar excelente valor nutricional aos produtos e preparações resultando em alimentos mais saudáveis e saborosos.

Referências Bibliográficas:
O Poder medicinal do coco e do óleo de coco extra virgem. Dr. Marcio Bontempo, Editora Alaúde 2008.
Coco: o milagre de uma gordura- Sérgio Puppin - Rio de Janeiro:o autor, 2009.
Produção: Artim Graphic Design Studio

Obesidade Infantil
  Em estudo recente intitulado Nutri-Brasil Infância, pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa em parceria com instituição privada, avaliaram o consumo alimentar de crianças freqüentadoras de creches públicas e privadas de cidades brasileiras (Manaus, Cuiabá, Brasília, Natal, Recife, Viçosa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Mais de 3.000 crianças de 2 a 6 anos tiveram o consumo alimentar avaliado.

Os resultados desse estudo indicaram uma prevalência de excesso de peso em menores de 5 anos: 22% apresentam sobrepeso e 6% já encontram-se em obesidade.

Quanto à qualidade alimentar, o estudo mostrou que a alimentação dessas crianças está totalmente desequilibrada. O consumo de proteínas e gorduras encontra-se no limite superior da faixa de recomendação, ou seja, o consumo está próximo ao máximo recomendado. Já os micronutrientes estão em deficiência: cerca de 30% das crianças de 4 a 6 anos apresentam consumo insuficiente de Vitamina E, e mais da metade das crianças 2 a 6 anos apresentam risco nutricional para Vitamina D. E, para completar, um consumo excessivo de sódio e deficiência de fibras: 89,5% das crianças de 2 a 4 anos e 73,8% das crianças de 4 a 6 anos consomem quantidades de sódio acima do valor máximo considerado seguro, e 78,9% das crianças de 2 a 4 anos e 94,7% as crianças de 4 a 6 anos não consome a quantidade de fibras recomendada.

Diante de tudo isso, resta-nos agir! Pois, uma criança obesa tem mais chances de se tornar um adulto obeso, e passar a vida toda lutando contra a balança. No entanto, a reeducação alimentar não cabe só a criança, os pais muitas vezes, também precisam aprender a comer e se conscientizarem da importância de uma alimentação equilibrada. Além disso, as gordurinhas extras não são frutos do azar, mas resultado de uma alimentação rica em frituras, sanduíches gordurosos, salgadinhos, biscoitos recheados etc. Sendo que essas preferências na infância dificultarão ainda mais a adoção de hábitos alimentares saudáveis.

Dicas que podem ajudar na alimentação dos pequenos:

1. Cabe aos pais a decisão de escolher o que as crianças vão comer, bem como de limitar o consumo de doces, salgadinho e companhia;

2. Não desista na primeira careta de recusa da criança. Inclua outras vezes o alimento para identificar se realmente a criança não gosta;

3. O paladar infantil é formado desde cedo (estudos mostram desde a gestação), por isso estimule que seu filho experimente de tudo. Isso facilitará a aceitação de mais alimentos, e consequentemente que ele tenha maior oferta de nutrientes;

4. Fracione as refeições. Faça pequenas refeições a cada três horas (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar);

5. Estimule a mastigação, pois ajudará na saciedade e em todo processo digestivo;

6. Evite tomar líquidos durante as refeições. Além de comprometer a digestão faz com que o alimento passe mais tempo no estômago;

7. Estudos recomendam não ofertar guloseimas para menores de 1 ano;

8. O fast food também deve ser controlado, quanto menos melhor;

9. Evite estocar guloseimas em casa. Isso impede o beliscar fora de hora, e também limita esse tipo de alimento apenas as festinhas e eventos sociais.


As cinco Vigilâncias Budistas durante as Refeições
  1. Considero os esforços necessários para preparar e cultivar os alimentos. Sou Grato por sua fonte;

2. Observo minha Virtude. Se for puro de coração e mente serei merecedor dessa oferenda;

3. Protejo meu coração do envolvimento com, e guardo-me, principalmente contra a ganância;

4. Para curar meu corpo que se debilita, consumirei este alimento como se fosse medicamento;

5. Para trilhar o caminho do aperfeiçoamento espiritual aceito este alimento como oferenda.

www.templozulai.org.br

A Saúde depende do Estado do Intestino
  

Farinha de Trigo, açúcar e cocaína. - Um excelente comparativo entre três drogas ( farinha de trigo, açucar e cocaína ) por Denis Russo, no site da veja: http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/
  segunda-feira, 5 de outubro de 2009 | 16:12

Se um dia alguém resolver erigir um monumento em praça pública às boas intenções frustradas do pensamento científico, podia ser uma estátua monumental de um prato cheio de pó branco. Assim homenagearíamos de uma só vez três enganos cientificistas: a farinha de trigo refinada, o açúcar branco e a cocaína. Três pós acéticos e quase idênticos, três frutos do pensamento que dominou o último século e meio: o reducionismo científico. Três matadores de gente.

Não é por acaso que os três são tão parecidos. Todos eles são o resultado de um processo de “refino” de uma planta – trigo, cana e coca. Refino! Soa quase como ironia usar essa palavra chique para definir um processo que, em termos mais precisos, deveria chamar-se “linchamento vegetal” ou algo assim. Basicamente se submete a planta a todos os tipos de maus-tratos imagináveis: esmagamento entre dois cilindros de aço, fogo, cortes de navalha, ataques com ácido. Até que tenha-se destruído ou separado toda a planta menos a sua “essência”. No caso do trigo e a da cana, o carboidrato puro, pura energia. No caso da coca, algo bem diferente, mas que parece igual. Não a energia que move as coisas do carboidrato, mas a sensação de energia ilimitada, injetada diretamente nas células do cérebro.

Começou-se a refinar trigo, cana e coca mais ou menos na mesma época, na segunda metade do século 19, com mais intensidade por volta de 1870. No livro (que recomendo muitíssimo) “Em Defesa da Comida”, o jornalista Michael Pollan conta como a tal “cultura ocidental” adorou a novidade. Os cientistas ficaram em êxtase, porque acreditavam que o modo de compreender o universo é dividi-lo em pequenos pedacinhos e estudar um pedacinho de cada vez (esse é o tal reducionismo científico). Nada melhor para eles, então, do que estudar apenas o que importa nas plantas, e não aquele lixo inútil – fibras, minerais, vitaminas e outras sujeiras. Os capitalistas industriais também curtiram de montão. Um pó refinado é super lucrativo, muito fácil de produzir em quantidades imensas, praticamente não estraga, pode ser transportado a longuíssimas distâncias. A indústria de junk food floresceu e sua grana financiou as pesquisas dos cientistas, que, animadíssimos, queriam mais.

Sabe por que esses pós refinados não estragam? Porque praticamente não têm nutrientes. As bactérias e insetos não se interessam pelo que não tem nutriente.

Os três tem efeito parecido na gente. Eles nos jogam no céu com uma descarga de energia e, minutos depois, nos deixam despencar. Aí a gente quer mais. Como eles foram separados das partes mais duras das plantas – as fibras – nosso corpo os absorve como um ralo, de uma vez só. Seu efeito eletrificante manda sinais para o organismo inteiro, o metabolismo se acelera. Aí o efeito vai embora de repente. E o corpo é pego no contrapé.

Cocaína, farinha e açúcar eram O Bem no final do século 19. Eram conquistas da engenhosidade humana. Eram a prova viva de que a ciência ainda iria conquistar tudo, de que o homem é maior do que a natureza, de que o progresso é inevitável e lindo. Cocaína era “o elixir da vida”. Nas palavras publicadas numa revista do século 19, “um substituto para a comida, para que as pessoas possam eventualmente passar um mês sem comer.” Farinha e açúcar davam margem a fantasias de ficção científica, como a pílula que dispensaria o humano do ato animal e inferior de comer.

O equívoco da cocaína ficou demonstrado mais cedo, já nas primeiras décadas do século 20. De medicamento patenteado pela Bayer, virou “droga”, proibida, enquanto exterminava uma população de viciados. A proibição amplificou seus males, transformando-a de algo que afeta alguns em algo que machuca o planeta inteiro, movendo a indústria do tráfico, que abastece quase todo o crime organizado e o terrorismo do globo.

Levaria muito tempo até que os outros dois comparsas fossem desmascarados. Até os anos 1990, farinha e açúcar ainda eram “O Bem”, enquanto “O Mal” era a gordura, o colesterol. Os médicos recomendavam que se substituisse gorduras por carboidratos e o mundo ocidental se entupiu de farinha e açúcar. Começou ali uma epidemia de diabetes tipo 2, causada pelas pancadas repentinas que farinhas e açúcar dão no nosso organismo. Começou também uma epidemia de obesidade. Sem falar que revelou-se que açúcar e farinha estão envolvidos no complô para expulsar frutas, folhas e legumes dos nossos pratos, o que está exterminando gente com câncer e doenças cardíacas. Como câncer e coração são as maiores causas de morte do mundo urbanizado, chega-se à constatação dolorosa: farinha e açúcar são na verdade muito mais letais do que cocaína. É que cocaína viciou poucos, mas açúcar e farinha viciaram quase todo mundo.

Agora os três pós brancos são “O Mal”. A humanidade está mobilizada para exterminá-los. Há até uma nova dieta vendendo toneladas de livros pela qual corta-se todos os carboidratos da dieta e come-se apenas gordura.

Em 1870, caímos na ilusão de que era possível “refinar” plantas até extrair delas o bem absoluto, apenas para nos convencermos décadas depois de que tínhamos criado o mal absoluto. Mas será que o problema não é essa mania humana de separar as coisas entre “O Bem” e “O Mal” em vez de entender que o mundo é mais complexo que isso e que há bem e mal em cada coisa? Trigo, cana e coca, se mastigados inteiros – integrais – são nutritivos e inofensivos e protegem contra doenças crônicas. Precisamos parar de tentar “refinar” a natureza e entender que ela é melhor integral.

Por Denis Russo Burgierman

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