Obesidade Infantil
  Em estudo recente intitulado Nutri-Brasil Infância, pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa em parceria com instituição privada, avaliaram o consumo alimentar de crianças freqüentadoras de creches públicas e privadas de cidades brasileiras (Manaus, Cuiabá, Brasília, Natal, Recife, Viçosa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre). Mais de 3.000 crianças de 2 a 6 anos tiveram o consumo alimentar avaliado.

Os resultados desse estudo indicaram uma prevalência de excesso de peso em menores de 5 anos: 22% apresentam sobrepeso e 6% já encontram-se em obesidade.

Quanto à qualidade alimentar, o estudo mostrou que a alimentação dessas crianças está totalmente desequilibrada. O consumo de proteínas e gorduras encontra-se no limite superior da faixa de recomendação, ou seja, o consumo está próximo ao máximo recomendado. Já os micronutrientes estão em deficiência: cerca de 30% das crianças de 4 a 6 anos apresentam consumo insuficiente de Vitamina E, e mais da metade das crianças 2 a 6 anos apresentam risco nutricional para Vitamina D. E, para completar, um consumo excessivo de sódio e deficiência de fibras: 89,5% das crianças de 2 a 4 anos e 73,8% das crianças de 4 a 6 anos consomem quantidades de sódio acima do valor máximo considerado seguro, e 78,9% das crianças de 2 a 4 anos e 94,7% as crianças de 4 a 6 anos não consome a quantidade de fibras recomendada.

Diante de tudo isso, resta-nos agir! Pois, uma criança obesa tem mais chances de se tornar um adulto obeso, e passar a vida toda lutando contra a balança. No entanto, a reeducação alimentar não cabe só a criança, os pais muitas vezes, também precisam aprender a comer e se conscientizarem da importância de uma alimentação equilibrada. Além disso, as gordurinhas extras não são frutos do azar, mas resultado de uma alimentação rica em frituras, sanduíches gordurosos, salgadinhos, biscoitos recheados etc. Sendo que essas preferências na infância dificultarão ainda mais a adoção de hábitos alimentares saudáveis.

Dicas que podem ajudar na alimentação dos pequenos:

1. Cabe aos pais a decisão de escolher o que as crianças vão comer, bem como de limitar o consumo de doces, salgadinho e companhia;

2. Não desista na primeira careta de recusa da criança. Inclua outras vezes o alimento para identificar se realmente a criança não gosta;

3. O paladar infantil é formado desde cedo (estudos mostram desde a gestação), por isso estimule que seu filho experimente de tudo. Isso facilitará a aceitação de mais alimentos, e consequentemente que ele tenha maior oferta de nutrientes;

4. Fracione as refeições. Faça pequenas refeições a cada três horas (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar);

5. Estimule a mastigação, pois ajudará na saciedade e em todo processo digestivo;

6. Evite tomar líquidos durante as refeições. Além de comprometer a digestão faz com que o alimento passe mais tempo no estômago;

7. Estudos recomendam não ofertar guloseimas para menores de 1 ano;

8. O fast food também deve ser controlado, quanto menos melhor;

9. Evite estocar guloseimas em casa. Isso impede o beliscar fora de hora, e também limita esse tipo de alimento apenas as festinhas e eventos sociais.